
A grande campeã da OAH 2009 já tinha participado da edição do ano passado, mas não conseguiu pontuação suficiente para passar da primeira fase.
A ideia era se inscrever e levar a experiência como aprendizado. Assim, este ano, a seleção da equipe partiu de dois professores, Gleberson Lessa e Vinícius Guimarães, que criaram um desafio para os 50 alunos do curso de Técnico em Informática da IF-Sul, escola em atividade há três anos. Entre os três, estavam Felipe Franco, Tamara Viegas e Gessica Florisbal, todos amigos e da mesma turma, que passaram a se preparar com estudos em casa e trocando ideias pelo Messenger entre si.
Engana-se quem pensa que eles estavam certos da vitória. “Estávamos com a pulga atrás da orelha, afinal somos do segundo ano e iríamos competir com alunos do quarto ano. O que nos deu confiança foi o estudo puxado que temos na escola”, explica Felipe, de 16 anos. A partir das provas anteriores, o trio se preparou e deu certo.
Foi no final da tarde de sexta-feira, dia 30, que eles souberam da notícia. “Estava no meio da aula de Banco de Dados junto com a Tamara, quando entrei no meu e-mail e vi a mensagem de parabéns de um dos professores”, lembra Felipe. “Todos começaram a nos abraçar e foi muito legal, depois corremos na chuva para contar a novidade para a Gessica que estava em outro laboratório”, completa Tamara.
Pela primeira vez, uma equipe composta por meninas ganha a Olimpíada de Algoritmo. O trio garantiu medalhas, um notebook para cada estudante e um troféu para a escola IF-Sul, de Charqueadas-RS, entregues na tarde de ontem, pelo diretor da Hostnet, Kauê Linden.
Durante a premiação, o professor e blogueiro Gustavo Guanabara também esteve presente e ministrou a palestra “Sucessoterapia” para os estudantes da escola.
“A cerimônia foi maravilhosa, e todos adoraram a palestra de motivação do professor Guanabara”, conta Tamara. A estudante de 16 anos entrou por ‘acidente’ no curso, mas já garante que tem planos para cursar graduação em Ciências da Computação quando se formar. “Acho muito legal a presença da mulher na área e, acredito que agora com esse prêmio tenho mais é que continuar com a programação e batalhar no mercado”, diz.
A outra integrante feminina do trio, Gessica, de 18 anos, aprendeu a gostar da área ao entrar para o IF-Sul (antigo Cefet). “Fiquei muito feliz com o resultado da OAH, afinal existe um pouco de discriminação e de certa forma provamos que isso não é problema”, conta. Para ela, o melhor impacto do prêmio é o reconhecimento de todo mundo da instituição. “Para uma escola pequena e com pouco mais de três anos de trabalho, vencer um campeonato nacional reflete na confiança de cada aluno e professor da capacidade que temos”, finaliza.
“Guardem direitinho este troféu, quero voltar aqui quando estiver velhinho para vê-lo”, disse Felipe para os coordenadores do IF-Sul, ao final da cerimônia.
Confira a cobertura completa em Flickr.com/hostnet.



























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